03/05/12

Revista Lusófona Educação - Educação Inclusiva


A revista Lusófona Educação nº 19 (2012) é inteiramente dedicada à educação inclusiva.
Artigos a não perder no seguinte link:

http://revistas.ulusofona.pt/index.php/rleducacao/issue/current

11/04/12

Uma boa ideia - Portal CIF


Uma ideia desenvolvida por  Sérgio Miguel Marques Mateus, no âmbito da sua dissertação de Mestrado. Muitos parabéns ao autor.

Qual a funcionalidade do PortalCIF?
A inclusão de uma criança nos serviços de apoios especializados de Educação Especial não é, nem nunca poderá ser efectuada de ânimo leve, daí que seja muito frequente recorrer-se à formação de equipas multidisciplinares que permitam desenvolver avaliações sustentadas e com recurso à CIF.

No entanto este é sem dúvida um processo moroso e exigente, onde todos os intervenientes têm que efectuar as suas avaliações sofrendo fortes condicionantes temporais e laborais.
A necessidade de efectuar avaliações em diferentes contextos, em diferentes momentos e por diferentes profissionais, faz com que não possam ser feitas em conjunto e em simultâneo, evidenciando assim dificuldades de cariz organizativo.

Face a todas estas dificuldades, e tendo em conta que vivemos num mundo dominado pelo “globalizante”, onde o recurso às novas tecnologias de informação e comunicação são sem sombra de dúvida o futuro de todas as instituições, procuramos através desta ferramenta online, minimizar estas dificuldades sem colocar em causa a qualidade da avaliação.

25/02/12

Orientações - Exames 2012 para o Secundário

As orientações vão saindo a "conta-gotas"!!! Agora são as do Secundário... Aguardam-se as do Básico!!!

Orientacoes Gerais Exames rio 2012

24/02/12

Formação de professores para a Inclusão

A DGE vai realizar, durante o ano de 2012, ações de formação na área da educação especial acreditadas pelo Conselho Científico-Pedagógico de Formação Contínua de Professores.

As ações são as seguintes:

Curso de Formação: Braille e Orientação e Mobilidade

1. Número de horas de duração da ação: 50 horas

2. Destinatários: Docentes a exercer funções em Agrupamentos/Escolas que integram alunos cegos ou com baixa visão ou em Centros de Recursos TIC para a Educação Especial, até ao limite de 25 candidatos.

3. Apresentação de candidaturas: Inscrição online disponível em http://area.dgidc.min-edu.pt/inclusao, entre os dias 24 de fevereiro e 16 de março de 2012.

4.Calendário e Horário:

Dias Horário
2 de abril - 14h às 18h
3 de abril - 9.30h às 13h/ 14hàs 17.30h
4 de abril - 9.30h às 13h/ 14hàs 17.30h
5 de abril - 9.30h às 13h/ 14hàs 17.30h
2 de julho - 14h às 18h
3 de julho - 9.30h às 13h/ 14hàs 17.30h
4 de julho - 9.30h às 13h/ 14hàs 17.30h
5 de julho - 9.30h às 13h/ 14hàs 17.30h


5.Critérios de seleção dos candidatos:

Os candidatos serão selecionados atendendo, sucessivamente, aos critérios abaixo indicados, aplicando-se o critério de seleção seguinte, caso o critério anterior não esgote o limite máximo de candidatos previstos no n.º 2:
1.º Critério-docentes que lecionam em Agrupamentos de Escolas/Escolas de Referência para a Educação de Alunos Cegos e com Baixa Visão;
2.º Critério-docentes que lecionam em outros Agrupamentos de Escolas/Escolas;
3.º Critério- docentes em funções nos Centros de Recursos TIC para a Educação Especial.


Curso de Formação: Português - Língua Segunda no Currículo de Alunos Surdos

1. Número de horas de duração da ação: 50 horas

2. Destinatários: Docentes dos grupos de recrutamento 110, 200, 210, 220 e 920 até ao limite de 30 candidatos.

3. Apresentação de candidaturas: Inscrição online disponível em http://area.dgidc.min-edu.pt/inclusao, entre os dias 24 de fevereiro e 16 de março de 2012.

4. Calendário e Horário:

Dias Horário
2 de abril - 14h às 18h
3 de abril - 9.30h às 13h/ 14hàs 17.30h
4 de abril - 9.30h às 13h/ 14hàs 17.30h
5 de abril - 9.30h às 13h/ 14hàs 17.30h
2 de julho - 14h às 18h
3 de julho - 9.30h às 13h/ 14hàs 17.30h
4 de julho - 9.30h às 13h/ 14hàs 17.30h
5 de julho - 9.30h às 13h/ 14hàs 17.30h

5. Critérios de seleção dos candidatos:

Os candidatos serão selecionados por ordem de entrada das inscrições até ao limite máximo de candidatos previsto no n.º 2.

A disponibilizar informação futuramente para as seguintes ações:

Oficina de Formação: As Necessidades Educativas Especiais e as TIC

Curso de Formação: Língua Gestual Portuguesa, 1.ª Língua no Currículo dos Alunos Surdos

Curso de Formação: Processo de Avaliação e de Intervenção em Intervenção Precoce na Infância


A Formação irá decorrer nas instalações da CERCICA em Cascais.

A DGE assegura os custos referentes a alojamento em regime de internato.

Inscrições

O formulário de candidatura encontra-se disponível para preenchimento online em http://area.dgidc.min-edu.pt/inclusao, entre os dias 24 de fevereiro e 16 de março de 2012.

Os resultados das candidaturas serão publicados no site da DGE, no dia 23 de março de 2012.

Contactos:
e-mail - dseease@dgidc.min-edu.pt;
Telefone:21 393 45 32.

23/02/12

Mais burocracia!!!

norma_01_jne_2012

22/09/11

Educação Inclusiva e Educação Especial

Publicação da DGIDC:

Educação Inclusiva e Educação Especial: Um guia para Directores


Disponível para download em:
http://www.dgidc.min-edu.pt/index.php?s=noticias¬icia=144


04/07/11

Quando é que a Educação se torna Especial?

Excelente artigo de Francisco Lontro

Artigo Quando Educacao Se Torna Especial

23/05/11

Formação Boccia

cartaz formação boccia

folheto_boccia

21/02/11

The King's Speech



Para os que amam o cinema, trata-se de mais um filme sobre como as grandes almas são forjadas no enfrentamento dos desafios. (...)
Mas, para os que gaguejam, e os que com eles se engajam na tarefa de construir e trazer conhecimento sobre a gagueira para todos quantos precisam e querem conhecê-la, trata-se do maior acontecimento midiático de todos os tempos. Através d ‘O discurso do Rei’, pudemos falar ao mundo. E o Rei falou por nós.
Isso posto logo de partida, é preciso considerar o que o filme traz como ganho ao trabalho dos que atuam pela popularização do conhecimento sobre a gagueira, e pela diminuição do preconceito contra os que gaguejam, causado em grande parte pelo desconhecimento do que a gagueira é de fato. E talvez, nesse sentido, a maior contribuição do filme esteja em mostrar esse preconceito em sua total e asquerosa feiúra – preconceito que, assim como a gagueira, não escolhe classe social.
Quanto ao que diz respeito às formas de tratamento para a gagueira, o filme não oferece contribuições diretas, mas é preciso dizer que nem se esperava isso, já que a história se passa na década de trinta do século passado; evidentemente, àquela época nada se sabia sobre gagueira como fenômeno neurológico, havendo apenas especulações sobre o que a causaria. Estão presentes exercícios respiratórios e rítmicos, assim como ocorre em tratamentos atuais. Contudo, muitos procedimentos equivocados e maléficos, como por exemplo, fumar para relaxar as pregas vocais (ação que na vida real provavelmente acabou por causar no Rei um câncer pulmonar, entre outros males), estão presentes, mas felizmente a maneira jocosa como são tratados não dá a entender que poderiam melhorar de fato a sua qualidade de fala. Além disso, muito embora uma das sequências iniciais já revele intuições sobre fenômenos cerebrais que hoje são base para tratamentos efetivos, a ideia não é levada adiante.
Também não é levada adiante a crença de que o Rei poderia curar-se. Apesar de a palavra “cura” apresentar-se no início da história, é possível perceber que, em seu desenrolar, as ações “terapêuticas” acabam por voltar-se predominantemente à melhoria do seu estado psicológico em eventos de fala, para que ele pudesse cumprir com seus importantes compromissos públicos. Não tem, portanto, relação com a questão da gagueira em si, como fenômeno de linguagem.
Os procedimentos propostos baseiam-se em percepções que, hoje, quando não são descartadas, relacionam-se apenas perifericamente com o problema: relaxamentos, conversas, algum conhecimento sobre relações familiares e lembranças da infância. No mais, o que se vê não é propriamente um tratamento, no sentido que compreendemos atualmente, mas uma relação de amizade e confiança entre dois homens de honra, baseada, entre outras virtudes, no total respeito pela condição de um deles como pessoa que gagueja, para muito além da necessária deferência a um membro da família real, posteriormente Rei e Imperador. E é aí que começa o grande ganho das pessoas que gaguejam e todos os que, profissionalmente ou não, comprometem-se com a nossa causa – a compreensão do sofrimento que a gagueira pode provocar na vida de uma pessoa.
No cinema, o que normalmente se vê, salvo casos raros de filmes alternativos que não alcançam o grande circuito, é a pessoa que gagueja ser tratada como alguém sem importância, com pouca inteligência, ou sem atrativos. Neste caso isso não aconteceu. Alguém pode afirmar que não se poderia tratar o Rei da Inglaterra como um tolo qualquer. Mas o que fez com que ele merecesse o filme foi justamente sua história de pessoa que gagueja e ser humano diferenciado, diante da contingência de liderar milhões de pessoas no curso de uma guerra dolorosa, e não poder fazê-lo de outra forma senão através do seu discurso – discurso aqui tomado num sentido geral, de produção linguística, mas também num sentido particular: a sua mensagem histórica ao povo britânico declarando guerra à Alemanha.
Porém nosso ganho não se limita a esse tratamento respeitoso. O filme em si, como realização técnica, nos ajuda bastante. Os planos fechados e os closes salientam as expressões das pessoas diante das dificuldades e dos sucessos do Rei na busca por uma fala fluente – constrangimento, vergonha, alívio. Revelam a angústia que tomava a todos enquanto o Rei sofria para falar, seja para o povo, seja para as suas filhas. A revelação desses rostos torna cruel o pensamento, exteriorizado por alguns personagens, de que a gagueira de George VI seria sinal de covardia, de incapacidade. Em alguns momentos, covardes e incapazes foram os outros, quando a História lhes reclamou seu lugar, e eles dele declinaram.
O mesmo plano fechado mostra em plenitude e fidedignidade o que se passa na mente e no corpo de uma pessoa que gagueja, quando ela precisa, justamente, não gaguejar. Quem gagueja deve entrar no cinema preparado para poderosas emoções, porque Colin Firth consegue traduzir no rosto o que se passa conosco. De fato, em entrevista, o ator demonstra reconhecer plenamente o fardo que carregamos, ao afirmar que, assim como nós, necessitou viver o sacrifício que é, para quem gagueja, a tentativa de não gaguejar. Nós que gaguejamos sabemos o que essa revelação nos provoca, mas agora ela vai provocar a todos, porque é muito difícil alguém sair do filme ainda acreditando que quem gagueja o faz sem sofrer, ou o faz porque quer, ou porque lhe falta coragem. E quanto a isso temos muito que agradecer a esse ator inglês que iniciou sua carreira no cinema interpretando homens poderosos e decididos, que ao longo do tempo foram se tornando complexos, interessantes, com sua força sendo revelada através das enormes dificuldades por que passam. Assim é o Rei George VI que Colin Firth nos oferece.(...)
O Discurso do Rei é uma homenagem a quem busca, através da vivência e do conhecimento sobre a gagueira, construir um mundo melhor para os que aqui já estão, e para os que virão. Que venham os prêmios, todos merecidos. O Rei também os merece.

Profa. Dra. Ana Flávia L. M. Gerhardt
Secretaria Educacional – IBF www.gagueira.org.br
Diretamente de Portsmouth, UK.
Janeiro / 2011

08/02/11

Um caso de poesia... de Carlos Drummond de Andrade

Paulo tinha fama de mentiroso.
Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto a queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá -lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico.
Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
– Nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia.

(Andrade, 1997: 26)

Referência Bibliográfica:
ANDRADE, Carlos Drummond de (1997), Histórias para o Rei, Rio de Janeiro: Distribuidora Record de Serviços de Imprensa S.A. 155